Eu e mim mesma


17/06/2006


Décimo Delírio

Décimo Delírio

 

Chego ao meu décimo suspiro...suspiro porque estes delírios são como tomadas de fôlego que por pouco não me tiram o ar.

Ficam em mim como respostas inacabadas que me fazem ir sobrevivendo...São frutos do que venho sendo e do que ainda vou ser.

Respostas inacabadas porque acho que as respostas nunca estarão prontas, serão sempre dignas de reparos. Sinto-me em minha existência assim: cheia de faces, de perguntas com e sem respostas , de pensamentos e sentimentos estranhos e belos .

Ao mesmo tempo escondo-me e mostro-me com facilidade...Com a liberdade de quem tem medo e ao mesmo instante é imprudente...

Não sei se estou sendo clara ou escura apenas corro ao vento com sede !!!! 

fico mais uma vez com saudades de estar aqui...

Escrito por Patti Pitombo às 09h11
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15/06/2006


Nono Delírio

nono devaneio que sai de mim como uma folha que despenca ao vento...

 

Se a verdade é tão importante mas não passa de uma ilusão creio que vagamos num escuro de incertezas básicas, podemos até conseguir controlar muitas coisa mas o inesperado sempre vai estar como uma sombra nos atormentando. temos uma necessidade de estar pisando em terreno seguro ao mesmo tempo que o seguro pode ser tão sem graça, tão desestimulante, tão brochante...enquanto que  vida desafiante é tão mais significante e tão mais desafiante...que buscar o seguro pode ser buscar o tédio...

Acho que tenho tentado ser segura, não sofrer e viver tão certinha quanto possa mas nasci com defeito de fábrica, sou imprevisivel, dificilmente cumpro prazo,(só com muito esforço)...creio a vida melhor nos seus pormenores, num olhar, num sabor, num abraço, num instante mágico...que vem ao acaso quando não planejamos muito...

Não quero mais que as coisas durem pra sempre nem que sejam seguras porque nem eu sou pra sempre e o mundo é de incertezas...

até o próximo...

Escrito por Patti Pitombo às 12h22
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14/06/2006


Oitavo Delírio

Oitavo delírio

  

Chego ao meu oitavo delírio pensando, pensando e pensando. Aliás o que mais faço nesta vida....

 

Dentre  tantos e entretantos penso como as pessoas podem ser defendidas... sempre brigando pela sua verdade como se fosse uma questão de vida ou de morte.

 

Fico pensado o quanto que as verdades não são eternas e como o bicho homem tantas vezes  erra em afirmar verdades e até morrer por elas. Será que vale pagar com vida para defender idéias?

 

Porque será que a verdade é tão importante? Porque a mentira é um sinal de fraqueza?...Ah!!! não sei e não vou morre por isto!!!  Pode ter certeza!!! O homem dentro de sua carência essencial quer sempre se auto-arfirmar como ser individual e independente, quando na verdade sente-se só e carente. Então  busca um vício, uma fuga ,um trabalho, um encontro só para dar sentido a uma vida sem sentido!!!!

 

Vou ficando por aqui....

 

Escrito por Patti Pitombo às 10h49
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13/06/2006


Sétimo Delírio

continuando...

Nas várias faces de mim vou me encontrando um pouco e me perdendo sempre... São tantas que conheço e tantas outras que ainda me surpreendo.

Nas várias faces de mim há tudo o que eu sou e também o que não sou sou.

E como se fossemos tudo e ao mesmo tempo nada...

Nas contradições que existem em mim é que moram estas diversas faces.

Faces duais, faces unilaterarais, faces superficiais...muitos tipos de faces!!! 

Faces que conheço e as faces que não conheço...

São gratas surpresas desvenda-las, conhece-las e sabe-las que sou eu. Decifra-las porções de mim antes escondidas como se fossem me devorar quando na verdade aparecem para me libertar...

Vou portanto caçando a mim mesma na busca das diversas faces que moram em mim...

uma face agora se vai para outra que logo está por vir...

Escrito por Patti Pitombo às 09h58
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12/06/2006


Sexto Delírio

continuando ....

as contradições que existem em mim são o melhor de mim porque sem ela seria algo imutavél, descartável e sem graça.

Essas contradições vem e vão no instante em que tento mim compreender e aprendo que sou incompreensão...

Quando tento ser igual, pontual e certinha percebo que sou diferente, irrevente e errada, percebo que o melhor que há em mim não é podado nem
cortado é vivo e transmutado. Percebo que sou meio perdida e sou meio encontrada e não tenho que ser isto ou aquilo e, ainda como diria  Shekespeare em seu Hamelet: é ser ou não ser . Diria eu que  é ser e não ser ao mesmo tempo que é a questão, ou melhor não é questão alguma, porque apenas "somos e não somos" e mais nada.

Não creio que existam repostas e que a vida se resuma a estar de um lado ou de outro, se que me entendem? 

continuo delirando um pouco mais tarde...

 

Escrito por Patti Pitombo às 12h41
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Quinto Delírio

Quinto Delírio

Chego ao quinto devaneio aonde parei no quarto...continuando com uma questão por muitos discutida: quem realmente somos? e quem sou eu para tentar responder tão complexa pergunta?

Bem como se trata dos meus delírios, e metida eu sou, permito-me a tal desafio.

Falando de mim e sentindo que dentro de mim não há uma só de mim mais muitas outras. Ou seja, como ao mesmo tempo sou razão noutro sou coração, posso ser extravagante e noutro sou a mais simples das criaturas. Digo que saber quem realmente somos é saber que em vez de um somos muitos e ao mesmo tempo ainda somos um. Ainda assim é deixar de querer ser um ser único, cheio de "personalidade", rígido e que é sempre o mesmo e que acaba sendo,sempre, um belo de um chato.

O que realmente somos é aceitar que somos muitos, cheios de contradições, espontâneos e honestos com os nossos sentimentos, é deixar de ser multidão e sermos únicos dentro de muitos...se é que se pode entender !!!

fico por aqui, continuo depois...

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Patti Pitombo às 10h44
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11/06/2006


Quarto Delírio

continuando...como o mundo não vai ser como queremos, lutamos infinitamente, sem economizar esforços para que se aproxime ao que exigimos pra nós.

Por isso somo seres em busca insesante de perfeirção. Esta que nunca é alcançada porque o mundo não gira ao nosso redor.  Quero chegar ao ponto em que deverámos exigir menos e viver mais.

As exigências nos fazem escravos de metas, prazos, estilos, comportamentos. É ai que corremos o risco de perder aquilo que realmente nos importa: a espontaneidade, a singularidade que existe em cada habitante deste planeta terra...e que quando corremos pra ser algo ou alguém perfeito nos distanciamos disso que é o que realmente somos.

por hora é isso continuo depois...

 

 

Escrito por Patti Pitombo às 17h09
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